miércoles, 29 de enero de 2014

Estratégias para detecção precoce de propensão à evasão

Publicado por: Adelina Mezzari (Professora na Faculdade de Farmácia da UFRGS e professora na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) - Brasil); Liane Tarouco (Professora Titular, orientadora no Programa de Pós Graduação em Informática na Educação Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil); Ana Marli Bulegon (Doutora no Programa de Pós Graduação em Informática na Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil); Rute Vera Maria Fávero (Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil); Bárbara Ávila (Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Informática na Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Brasil); Geraldo Machado(Professor de Metodologia da Pesquisa do Departamento de Ciências da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil).

O mundo globalizado trouxe mudanças significativas no que tange aos requisitos para ingresso no mercado de trabalho atual. O trabalhador, neste novo cenário, deve ser um sujeito criativo, crítico e pensante, preparado para agir e se adaptar rapidamente às mudanças dessa nova sociedade, atualizando-se constantemente. As tecnologias da informação e da comunicação (TICs) mudaram a forma de interação entre os indivíduos, tornando a Comunicação Mediada por Computador (CMC) como uma forma de contato permanente, independentemente da existência de barreiras geográficas e/ou temporais entre os mesmos. As TICs também proporcionaram um espaço de ensino e aprendizagem continuada e, neste contexto, a educação vem sofrendo uma série de mudanças em seus paradigmas, onde o conhecimento não é mais compartilhado somente em espaços limitados e com grupos selecionados, mas também pode ser difundido através da web, extrapolando a rede de contatos estabelecida no ambiente escolar.

Nos ambientes de aprendizagem informatizados são disponibilizadas diversos recursos que permitem o estabelecimento da comunicação virtual, tais como Fóruns, Chats, e-mail, diários de bordo, etc. Tais ferramentas propiciam que o processo de construção de conhecimento venha a se consolidar através de situações de ensino e aprendizagem calcadas num diálogo entre professor, tutores e colegas. Pesquisas apontam que o contato permanente entre alunos e professores nos ambientes virtuais tendem a manter nestes espaços uma referência de sala de aula, o que vem a incentivar a participação do estudante perante as atividades propostas.

O crescimento da Educação a Distância (EAD) no Brasil tem sido fomentado a partir da ampliação de acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Segundo a ABED (2013) 179 instituições ofereciam curso a distância em 2011. A quantidade de alunos matriculados no Brasil, passou de cerca de 500.000 em 2009 para mais de 3.500.000 em 2011. Entretanto, apesar do crescimento expressivo que se observa de buscas por esta modalidade de ensino, as altas taxas de evasão ainda têm sido uma constante preocupação para aqueles que buscam adotá-la em suas instituições de ensino. Tendo em vista tal problemática, o presente trabalho dedica-se a investigar possíveis causas da ocorrência de evasão em cursos EAD. Para tentar minimizar esta realidade, torna-se necessário investigar e elicitar os fatores mais estreitamente relacionados com o desempenho acadêmico do estudante de EAD e, em particular, com casos de evasão. A partir de tais investigações, torna-se possível delinear um conjunto de estratégias pedagógicas capazes de motivar a participação do estudante em cursos de EAD, o que virá, consequentemente, a incentivar a sua permanência nos mesmos, reduzindo as altas taxas de evasão encontradas nesta modalidade de ensino.

Além da investigação a partir de referências de outros trabalhos sobre o mesmo tema, foi desenvolvido um estudo usando dados derivados das atividades em um curso a distância para formação de professores em serviço. Este estudo e a pesquisa realizada visaram a diagnosticar as causas da evasão e buscar indicadores que possibilitem identificar precocemente situações que contribuam para a sua ocorrência. A análise dos registros das atividades no curso também avaliou as estratégias de comunicação mediada por computador buscando detectar indícios de risco de evasão, bem como identificar fatores relevantes que levam a tal situação.

A metodologia adotada nesta pesquisa buscou avaliar o comportamento observável derivado da participação de alunos e tutores no uso da ferramenta fórum. O curso visava a oferecer formação continuada para capacitar professores da educação básica no uso das Mídias em atividades pedagógicas. O curso teve duração de oito meses, sendo o fórum a principal ferramenta de interação entre tutores e estudantes. Inicialmente o estudo buscou validar alguns indicadores de desempenho propostos por Araújo e Lucena (2005) e que descrevem índices originalmente propostos por Losada (1999) para uso na avaliação de desempenho de equipes de alta performance: os Tipos de Interação (TI), representam o sentido ou direção das interações no fórum, horizontal ou vertical. A participação horizontal é aquela dirigida de aluno para aluno, de aluno para todos e do professor para todos os alunos; os Tipos de Participação e Comunicação (TPC): A) o aluno não contribui para a discussão em pauta, B) somente responde a alguma pergunta do professor, C) resposta questionadora com dilemas, alternativas e solicita posicionamentos, D) debate, comenta contribuições anteriores com propriedade, responde questionamento de colegas, contra-argumenta, E) a contribuição é sintetizadora onde ajusta, adapta e elabora parecer conclusivo. O indicador TPC é obtido dividindo a soma do totais de participações to tipo C,D,E pela soma das participações to tipo A,B. Neste índice, espera-se que quanto maior o TPC, maior será a construção do conhecimento pois são as contribuições do tipo C, D e E que evidenciam indícios de pensamento crítico; e a Taxa entre Manifestações Positivas e Negativas (P/N), o indicador P/N é definido pela relação entre manifestações que evidenciam Positividade (P) e as que evidenciam negatividade (N). Como positivas são consideradas frases ou orações com características como saudação inicial ou final, sugestões para correções de problemas, respostas, contribuições, perguntas com ações positivas, otimismo, elogios e sinais de aprendizagem com a ferramenta. Como negativas são consideradas frases ou orações relacionadas a ações negativas, problemas sem vontade ou possibilidade de resolvê-los, pessimismo, juízos negativos, cinismo, desconhecimento da participação anterior do colega. Buscou-se identificar dentre estes indicadores situações que permitissem detectar estilos de participação característicos de alunos com maior probabilidade de evasão. O curso iniciou com 235 alunos. Deste total, 107 não concluíram, resultando uma taxa de evasão de 47%. Com os alunos que desistiram do curso foi feito contato por telefone e e-mail para identificar os motivos que levaram à evasão.

A partir dos dados levantados foi possível concluir que a taxa de postagens por aluno pode ser usada como indicador para predizer a probabilidade de evasão, pois na maioria das turmas constatou-se elevada correlação tanto entre o total de postagens e a evasão quanto entre o total de postagens significativas e a evasão. Dessa forma, a quantidade de contribuições, seja do tipo significativa ou não, pode servir como um indicador precoce de probabilidade de evasão. Ou seja, os alunos que não contribuem no fórum são os mais propensos à evasão e um trabalho remediador, de atenção especial por parte do tutor ou mesmo pela coordenação do curso deve ser realizado com vistas a realinhar o aluno para uma direção diferente daquela que leva ao abandono do curso. O aluno que percebe a atenção da equipe na sua atuação sente-se mais motivado a priorizar o curso frente às múltiplas ocupações que demandam seu tempo. As questões sócio afetivas têm profundo impacto no desempenho acadêmico conforme descrito por Fredrickson (1998) cujo trabalho serviu de base para os índices propostos por Losada (1999).

Cabe salientar que na investigação de outros fatores que pudessem influenciar o desempenho das turmas, com taxa de evasão mais alta e mais baixa foi analisado o eventual impacto das condições econômicas da região. Porém, constatou-se que a renda per capita no município de onde eram provenientes a maioria dos estudantes da turma com maior índice de evasão (64%) era 4 vezes a renda per capita do município que sediava a turma que teve a menor evasão ( 28%).

A relação entre as manifestações positivas e negativas (P/N) e a taxa de evasão mostram uma correlação negativa com valor de -0,166. Como em todas as turmas a relação P/N foi superior à 2,9013 (o valor definido como limiar por Losada), estes resultados nos permitem concluir que, uma vez superada a taxa crítica de positividade e negatividade, valores mais elevados na relação P/N não têm grande efeito correspondente na taxa de evasão.

Uma vez que a quantidade e a qualidade de postagens pelos alunos não mostrou ser um bom indicador para predizer a probabilidade de evasão foram então analisadas as postagens dos tutores. Os valores para a correlação entre total de postagens instigadoras foram maiores do que no caso de postagens em geral o que salienta a importância de que o tutor procure permear sua participação no fórum com questões instigadoras que incitem os alunos à reflexão e à participação ativa, conforme já foi também enfatizado por So & Brusch (2008) e por Mazzolini & Madison (2007). O estilo de participação do tutor tem grande influência não apenas no resultado em termos de aprendizagem como também contribui para reduzir a evasão. Quanto mais o tutor se fizer presente no fórum maior será a qualidade da aprendizagem e menor a taxa de evasão, percebendo-se neste estudo que a participação com questões instigadoras teve mais impacto na redução da evasão do que de outros tipos de participação.  


Artículo completo: Mezzari, A.; Rockenbach Tarouco, L. M.; Gorziza Avila, B.; Ribas Machado, G.;Maria Favero, R. V.; Marli Bulegon, A. (2013). Estratégias para detecção precoce de propensão à evasão. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, volumen 16, nº 2. [en línea] Disponible en: http://ried.utpl.edu.ec/?q=es/node/787

martes, 28 de enero de 2014

Nuevo modelo de evaluación asistida por ordenador en educación a distancia

Publicado por: Rosario Gil Ortego, Manuel Castro Gil, Gabriel Díaz Orueta, Sergio Martín Gutiérrez, Elio San Cristóbal Ruiz (Universidad Nacional de Educación a Distancia, UNED, España)


La educación a distancia se vale de todos los medios tecnológicos existentes para diseñar y gestionar sus cursos. El uso de los sistemas de gestión de aprendizaje es bastante común en estas modalidades. Los sistemas de gestión de aprendizaje nos presentan cursos, talleres, test de evaluación y otros módulos educativos con el fin de dinamizar la enseñanza. Una idea tan simple como cambiar total o parcialmente el aprendizaje local y presencial a un medio más remoto entraña en verdad una compleja mecánica de gestión, además de nuevas amenazas que atentan contra el desarrollo normal y fluido de la enseñanza. En la investigación que ha dado lugar a este artículo nos centramos en las amenazas contra los modelos de aprendizaje a distancia, en concreto los temas concernientes a la identidad de los sujetos que acceden a los sistemas de gestión de aprendizaje.

Un acceso a los cursos controlado podría reducir el número de impostores o personas con intención maliciosa que manipulen contenidos o calificaciones. Se plantea por tanto el uso de tecnología identificativa que se pueda integrar en estos entornos. En esta investigación se hace un estudio de la misma, tomando como elección la técnica basada en lo que es o hace un sujeto; estas técnicas reciben el nombre de técnicas biométricas. La biometría está asociada generalmente a controles de acceso a instalaciones físicas pero también aparece en el control de redes. Su integración en e-learning es una iniciativa para aprovechar las ventajas y ubicuidad que da la educación a distancia, además de proporcionar una autenticidad en procesos de valor educativo como es la evaluación.

El objetivo de la investigación consistió en estudiar la implantación de la identificación biométrica en las aulas de examen. La metodología que se siguió fue la siguiente:
  • Estudio de los diferentes entornos de evaluación: su problemática y soluciones que se plantean.
  • Elección del entorno presencial.
  • Análisis de las amenazas que existen en el entorno presencial.
  • Prueba piloto en pruebas de laboratorio. Estudio de los resultados obtenidos y conclusiones.
Los exámenes en la UNED se realizan de forma presencial en los distintos centros habilitados. La estructura ramificada de la UNED da lugar a que el proceso de evaluación sea también distribuido. La realización de los exámenes por ordenador tiene de forma inmediata el beneficio de la eliminación de las copias de papel y todo el proceso administrativo que conlleva a la gestión de un examen.

El primer entorno será la realización de exámenes de forma presencial con ordenadores. No obstante, existen otros entornos que merecen nuestra atención. El entorno remoto proporciona una serie de beneficios respecto al anterior: evita posibles desplazamientos al centro asociado, la libertad de elegir el mejor momento para realizar un examen, y además, de cara a los administradores o examinadores, el mero hecho de no tener que controlar el recinto del examen ya es una ventaja. Como gran inconveniente, pero que a la vez sienta las bases del reto del examen a distancia, es el controlar este ambiente intrínsecamente inseguro.

La situación a estudio en esta investigación es la siguiente: se introduce la oportunidad de realizar un examen complementario que se evaluará de forma conjunta con la forma tradicional de evaluar. En la forma tradicional los estudiantes asisten al centro y se les entrega un papel con su examen correspondiente, el cual tendrá que rellenar y entregar pasado un tiempo. El examen complementario será un examen tipo Web. Se presentará en el sistema de aprendizaje de Moodle y el estudiante podrá visualizarlo en su navegador. Por tanto, el aula donde se realicen los exámenes estará provista de un ordenador por puesto. El ordenador estará conectado al servidor para realizar el examen pero no tendrá acceso a Internet. Una vez que el estudiante realice el examen lo enviará de forma electrónica para su corrección, pero también, imprimirá una copia en papel con sus respuestas de forma que se quede como doble prueba de la realización de un examen.

La modalidad de exámenes por ordenador proporciona unos beneficios de logística y coste que hacen de su implantación una idea que cada día cobra mayor fuerza, y constituye una tendencia válida en un futuro inmediato. Se han revisado los posibles entornos para realizar un examen, algunos de ellos se escapan del estudio actual y tan solo se han introducido para ver toda la problemática que se genera en relación a la verificación de la identidad, además del control del comportamiento mayormente en entornos remotos.

Nuestra investigación se centró en este control de identidad en la modalidad de presencial e individual, ya que el paso a exámenes a través de una plataforma educativa ya se está realizando a nivel de contenidos del curso y como encuestas durante el curso. Es decir, una integración de diferentes elementos que hagan posible un examen a través de estos medios es un paso factiblemente realizable.

Los costes en material fungible (fotocopias, papel, tinta, etc.) podrán verse reducidos, aunque el coste de los dispositivos de los diferentes entornos puede resultar, en una primera etapa, bastante caro.

De forma colateral a este conjunto de costes, se debe valorar por parte de la universidad las respuestas a los siguientes interrogantes: ¿hasta dónde llega el límite del control en los exámenes? ¿Se invade la privacidad?

Por tanto, el objetivo central de esta investigación fue discriminar la identidad real de los sujetos que acceden a sistemas de gestión de aprendizaje desde un ordenador que está en el centro de estudios. La justificación es otorgar la calidad y fiabilidad al aprendizaje y a la evaluación del mismo. Mediante la integración del reconocimiento por huella dactilar se consigue cumplir este objetivo. Por supuesto, el coste y la privacidad que conlleva tratar datos biométricos de estudiantes pueden suponer un problema para la implantación o extensión del proyecto a ámbitos mayores. 

Artículo completo: Gil Ortego, R.; Castro Gil, M.; Díaz Orueta, G.; Martín Gutiérrez, S.; San Cristóbal Ruiz, E. (2012). Nuevo modelo de evaluación asistida por ordenador en educación a distancia. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, volumen 15, nº 2. [en línea] Disponible en: http://ried.utpl.edu.ec/?q=es/node/726 

lunes, 27 de enero de 2014

Sin Internet… es posible

Publicado por: Carlos Bravo Reyes

Cada vez que viajo de vacaciones a Cuba me preparo para dejar de escribir y leer en Twitter, no acceder a Facebook, no emplear WhastApp ni Skype, mucho menos recibir correos de Gmail y todos los servicios similares, es decir vivir sin acceder a la Red.

Nos acostumbramos a depender de la Red, del celular, de la computadora y la tableta, es casi imposible salir a la calle sin uno de estos dispositivos, pero en La Habana, donde estuve casi un mes, nunca dependí de los mismos.
Un poco de mar, aun en el invierno caribeño es un lujo
que no puedo perder
Incluso, como la vida sin la Red transcurre más lentamente y hasta diría más amena, muy pocas veces llevaba mi reloj, objeto que para muchos sigue siendo uno de los gadgets más empleados.

Internet en Cuba es un lujo, más de cinco dólares por una hora, en muchas ocasiones con una conexión lenta y restringida, en los lugares que el Estado creó para el acceso de la población. La otra vía es en algunas universidades y centros de trabajo, todos estatales, donde puedes participar de una reunión, mientras dejas a la computadora abriendo el acceso al correo electrónico.

Los que nos acostumbramos a un poco más de velocidad, nos desesperamos tanto que preferimos dejar pasar el tiempo, compartir con otros y hacer la vida más agradable.
En la conversación con los profesores

En esas vacaciones además de estar con familiares, amigos y celebrar el 94 aniversario de mi madre, pude compartir con antiguos colegas de trabajo mis experiencias en el empleo de las redes sociales.

En la Universidad Pedagógica “Enrique José Varona” conversé con varios profesores y directivos de la Institución sobre los Moocs y los retos futuros y cercanos de la tecnología en la educación superior. Ellos comentaron sus avances, sus ideas y proyectos, que aun con conexiones limitadas siguen siendo de primera categoría.

En el grupo de naciones latinoamericanas, Cuba logró desarrollar una educación de calidad, sin ayuda externa. Figuras como el Padre Varela, José Martí, José de la Luz y Caballero, Arturo Montori Enrique José Varona, Aurelio Baldor Dulce María Escalona entre otros ayudaron a crear una pedagogía cubana.

Al triunfo de la Revolución en 1959, las primeras tareas del naciente estado estuvieron dirigidas a modernizar la educación, eliminando el analfabetismo en 1961 y creando un sistema de formación integral, cuyos resultados son palpables en la cantidad y calidad de los profesionales egresados de las universidades cubanas.

Es común encontrar numerosos doctores en casi todas las ramas de la ciencia y las exigencias en la educación superior se mantienen en altos niveles. Sin embargo y me cuesta trabajo decirlo, pero no es posible dar la espalda a lo que sucede en otros sitios, consultar revistas y trabajos especializados en línea permiten dar un salto impresionante en nuestra forma actual de pensar. La época del libro impreso para actualizarse quedó atrás, hoy sin la conexión a la Red es imposible seguir adelante con calidad y elevada innovación.

En la conversación con mis colegas dejé claro, como siempre hago, que la lejanía no es obstáculo para mantener la comunicación y en especial colaborar en el acceso a toda la información posible.

Los profesionales cubanos, en especial los profesores de las universidades pedagógicas, tienen amplia experiencia en la solución de una variedad de problemas educacionales, que pueden compartir con millones de colegas en cualquier lugar. Están preparados para desarrollar muchos cursos a distancia, donde manejan las plataformas como Moodle, pero les falta la práctica en la Red.

Dejarlos solos, esperando cambios que no sucederán es una traición a mis colegas, por ello mi mano sigue extendida a todos y como siempre la aceptan con profundo respeto y gran humildad, pues el conocimiento es de todos.

Este post ha sido publicado originalmente en 366-días (solo 366 entradas). Autorizada por el autor su publicación en este Blog CUED.

jueves, 23 de enero de 2014

RIED: Sumario Volumen 17 - Nº 1, 2014




PRESENTACIÓN

Los MOOCS y su papel en la creación de comunidades de aprendizaje y participación
(The role of MOOCS in the creation of learning and participation communities)
Torres Mancera, D.; Gago Saldaña, D.

Figura de los facilitadores en los Cursos Online Masivos y Abiertos (COMA / MOOC): nuevo rol profesional para los entornos educativos en abierto
(The figure of the facilitators in the mass and Open Online Courses (COMA / MOOC): new professional role for open educational environments)
Marauri Martínez de Rituerto, P. M.

Los Cursos Online Masivos y Abiertos: ¿Oportunidad o amenaza para las universidades iberoamericanas?
(Massive Open Online courses: opportunity or threat for iberoamerican universities)
Capdevila Pagès, R.; Aranzadi Elejabeitia, P.

Adaptatividade geocultural em ambientes virtuais de aprendizagem
(Geo-cultural Adaptivity in virtual learning environments)
Palazzo M. de Oliveira, J.; Valdeni de Lima, J.; Krug Wives, L.; Marilza Pernas, A.; Gasparini, I.; Fernández, A.; Díaz, A.

From elite to Mass to Universal Higher Education: from distance to open education
(De la educación superior de elite a la masiva universal: de educación a distancia a la abierta)
Cooperman, L.

Analysis of successful modes for the implementation and use of Open Course Ware (OCW) & Open Educational Resources (OER) in Higher Education. The virtual mobility case
(Análisis de experiencias de éxito en la implantación y uso de Recursos Educativos Abiertos en la Educación Superior. El caso de la movilidad virtual)
Tovar Caro, E.; Lesko, I.

Creación de objetos digitales de aprendizaje y su inclusión en el repositorio institucional eSpacio-UNED
(Creation of learning digital objects and the process of insertion in eSpacio-UNED institutional repository)
Zorita, L.; López Medina, A.; Latorre, M.; Blázquez, M.; San Cristóbal, E.; Martín, S.; Díaz, G.; Castro, M.

Validade e fidelidade da versão portuguesa reduzida do web based learning environment inventory
(Validity and reliability of the reduced portuguese version of the web based learning environment inventory)
Jesus, A.; João Gomes, M.; Cunha, A.; Cruz, A.

Líneas de investigación y tendencias de la educación a distancia en América Latina a través de las tesis doctorales
(Research and trends of distance education in Latin American through the doctoralthesis)
García Pérez, M.; García Aretio, L.

RECENSIONES


RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia 

miércoles, 22 de enero de 2014

Punto de inflexión de los MOOCs y evolución de la docencia online abierta universitaria

Publicado por: Miguel Zapata-Ros (Universidad de Alcalá)

No hace ni cinco días de la publicación de los posts sobre el punto de inflexión y ha aparecido una nueva entrada que casi es un resumen de ellos en The Cronicle of Higth Education. Por supuesto no hay ninguna relación directa entre ambas publicaciones. Qué más quisiéramos. Solo es una coincidencia. Pero es una coincidencia que, saltando todas las infinitas distancias, pone de relieve la sintonía en la percepción de lo que sucede. Entre los días 3 y 8 de enero he estado publicando cuatro posts que forman una serie a la que en conjunto he llamado "El punto de inflexión de los MOOCs":
Interacción e interculturalidad.

Mcdonaldización.

Hacia el valle de la desilusión.

Conclusiones
El día 13 de enero aparece en The Cronicle of Higth Education el post titulado Innovation in 2014: Welcome to the Evolution de Jeffrey Selingo, editor colaborador de The Chronicle y profesor de la Universidad Estatal de Arizona.

Si lo leemos podemos encontrar notables coincidencias, si bien más sintetizadas, como es propio de estos articulos y de su estilo.
(...) el año pasado, toda la curiosidad y el bombo que rodeaba a la versión 2012 de los MOOCs se volvió condena y remordimiento. Los experimentos que se hicieron de campus de alto perfil utilizando los MOOCs fueron decepcionantes. Los profesores de las universidades tradicionales lucharon contra los esfuerzos para permitir que los cursos reemplazasen la enseñanza cara a cara. Cuando el año 2013 llegó a su fin, como corresponde se hizo una nueva proclama sobre los MOOCs en forma de portada con el titular: "Después de los reveses, los cursos en línea se repiensan"
Señala también, es inevitable, la entrevista de Fast Company a uno de los mayores defensores de MOOCs, Sebastian Thrun de Udacity-donde llamó a los cursos "un producto malísimo"-como prueba de que 2014 será el año en que la educación superior vuelve a la realidad y toda esta charla sobre la interrupción finalmente termina.

No obstante pone de relieve importantes razones para considerar que los MOOCs no supongan una revolución en la educación superior. Lo afirma en base a que ya da por perdida la pugna para que MOOCs y otras ideas innovadoras puedan a obtener apoyo para entregar un título universitario. Estamos viviendo una fase evolutiva, no un momento revolucionario, para el futuro de la educación superior. El cambio, por su naturaleza, es gradual. Los cambios que se recuerdan no se producen en un año o en un momento dado. Son procesos que duran años, en el seno de los cuales hay avances y retrocesos puntuales... No se producen grandes cambios en un un año dado.

Sin embargo el artículo señala frívolamente, a nuestro modo de ver, que lo que ralentiza el cambio en la educación superior es la naturaleza conservadora de la estructura universitaria, por varios factores: Los académicos tienden a estar demasiado aislados en sus disciplinas o departamentos y trabajan dentro de estructuras rígidas, muy reguladas que tienden a sofocar la permeabilización de ideas y de corrientes externas a que se ven sometidas otras instituciones en otros sectores sometidas a otro tipo de presiones y precariedades. Esto en parte puede ser cierto pero no es menos lo que analizábamos en nuestras entradas sobre interculturalidad, cambios en la cultura organizativa y en las actitudes de los profesores y gestores para abordar desafíos complejos como son:
  • Encuadrar participantes transnacionales, solucionando problemas de créditos compartidos, reconocimiento de situaciones de admisión, etc, en un sistema y en un diseño instruccional nuevo con problemas inéditos. 
  •  Formar adecuadamente a los aspirantes en un espíritu no local, encontrando referencias y experiencias comunes. Una forma práctica sería favorecer que de forma previa los estudiantes tomaran cursos con fundamentos de esta enseñanza que incluyesen términos, conceptos, culturas, prácticas y visiones del mundo en que se basa el sistema educativo más amplio en el que quieren a participar. 
  • Capacitar igualmente a los formadores sobre la base de una mejor comprensión del aprendizaje intercultural.
Los MOOCs han supuesto una toma de conciencia sobre los cambios necesarios pero, y en esto también coincide el post de The Chronicle con los nuestros, este enfoque supuestamente disruptivo pero parcial puede distraer del problema principal y global, y arrastrar en su fracaso a una desconfianaza por estos planteamientos en su conjunto que retrase los cambios necesarios. Un enfoque como éste, pensado de forma desestructurada para la solución de problemas de manera aislada puede dificultar la adopción de ideas innovadoras en la educación superior en su conjunto. Porque, además, esto que sucede en los MOOCs puede suceder igualmente con el aprendizaje adaptativo, con los cursos híbridos (b-learning), con el flipped clasroon, con el diseño basado ​​en competencias,... que actualmente son vistos como soluciones particulares, cuando no excluyentes a los problemas acuciantes de acceso, costo, inserción profesional y de calidad de la universidad. Cada idea tiene sus defensores que creen que han encontrado el bálsamo de Fierabrás, así como detractores que ven el cambio como una amenaza a su profesión: Los nuevos modelos pueden dar miedo. Amenazan el status quo, desafían las ideas preconcebidas sobre cómo funcionan las cosas, y generan miedo a lo desconocido.

Coincidimos igualmente en la idea de lo deseable que sería cambiar el año 2014, como año de la interrupción de los MOOCs, por el año de la evolución y de la convergencia, en el qu elas ideas pioneras convergen entre sí y con las que se han manifestado fructiferas en cuanto a organización, metodología docente, ayuda pedagógica,... y no estar siempre en un continuo adviento, en un embarazo que no llega a término.

Nuestra aportación está hecha en un trabajo en preprint en E-LIS "El diseño instruccional de los MOOCs y el de los nuevos cursos online abiertos personalizados (POOCs)"

Estoy gestionando a varias bandas una implementación pero, como siempre, nos encontramos con las trabas descritas más arriba. Espero no obstante llegar a alguna solución. No es fácil.
Este post ha sido publicado originalmente en Redes Abiertas. Autorizada por el autor su publicación en este Blog CUED.